Seminários Integrados em História

Publicado: 20 de março de 2017 em Filosofia/Sociologia/Outras Overdoses
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Ola pessoal!

Nesta postagem irei apresentar um resumo das aulas da disciplina Seminários Integrados em História do 5º período do curso Licenciatura em História, Faculdade Estácio de Sá.

E então? Bora nos preparar para o ENADE – FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ?

 

Resumo da Aula 01 – O Ciclo Sinaes

O Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) analisa as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. Reúne informações do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e das avaliações institucionais e dos cursos: Avaliação das Instituições (IGC), Avaliação dos Cursos (CPC) e Desempenho dos Estudantes (Nota ENADE). O SINAES avalia todos os aspectos que giram em torno desses três eixos. Nos processos regulatórios, para a IES (Instituto de Ensino Superior) ou para o curso, são levados em conta os referenciais de qualidade IGC (Índice Geral de Cursos) e o CPC (Conceito Preliminar de Cursos).

O IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição) é o indicador de qualidade construído com base em uma média ponderada das notas dos cursos de Graduação e Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) das Instituições. O CPC (Conceito Preliminar de Curso) é um indicador prévio da situação dos cursos, e é composto por: Autoavaliação e Censo e Cadastro. O relatório de autoavaliação deve conter a identificação dos meios e recursos necessários para a realização de melhorias, assim como uma avaliação dos acertos e equívocos do próprio processo de avaliação. Atualmente, o Inep realiza a coleta de dados sobre a educação superior e irá compor o CADASTRO das IES. Durante o período de preenchimento do questionário, os pesquisadores institucionais podem fazer, a qualquer momento, alterações ou inclusões necessárias dos dados de suas respectivas instituições.

O ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). E serve para aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos. Todos os alunos concluintes do 2º semestre do ano em questão e do 1º semestre do ano seguinte serão selecionados para realizar o Exame.

 

Resumo da Aula 02 – Formação Geral: Grupo de Temas I

Arte: Mostra ideias e situações através do ponto de vista do artista; A arte é uma forma criativa de como a humanidade expressa suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. Podendo ser representada através de esculturas, pinturas, cinemas, danças, entre outros.

  • Arte Pré-histórica: Manifestações que surgiram antes da escrita como, por exemplo, as pinturas rupestres;
  • Idade Antiga: Período compreendido entre a invenção da escrita até a queda do Império Romano Ocidental: Arte Egípcia, Arte Grega, Arte Romana, Arte Islâmica;
  • Idade Média: Temos a Arte Romântica (valorização do sobrenatural, da religião), e a Arte Gótica (arquiteturas grandiosas representando a existência de um Deus que vive num plano superior);
  • Idade Moderna: Temos o Renascimento (Racionalidade, Dignidade do Ser Humano, Rigor Científico, Ideal Humanista, Reutilização das artes Grego-Romanas), e também temos o Barroco (predomínio das emoções);
  • Idade Contemporânea: Neoclassicismo (retorno ao passado), Romantismo (valorização dos sentimentos e da imaginação, nacionalismo, valorização da natureza, sentimentos de liberdade, igualdade e fraternidade), Realismo (cientificismo, valorização do objeto, expressão da realidade), Impressionismo (contrastes de luz e sombra de acordo com a lei das cores complementares, tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar, etc.), Expressionismo (domínio psicológico, preferência pelo patético, trágico e sombrio) e Cubismo (a natureza com formato de cones, esferas e cilindros).

Cultura: Ajuda a entender os comportamentos sociais; A Cultura se desenvolveu da possibilidade da comunicação oral e de fabricação de instrumentos, capazes de tornar mais eficiente o aparato biológico humano. A cultura serve de lente através da qual o homem vê o mundo e interfere na satisfação das necessidades fisiológicas básicas. Para Boaventura de Souza Santos, é preciso criar um novo paradigma comunicativo que propicie uma meditação e conciliação dos valores de cada cultura. Nos dizeres do autor: um diálogo intercultural.

Filosofia: Contribuir para uma reflexão mais profunda sobre as questões do nosso tempo; Nasceu na Grécia no final do séc. VII e início do séc. VI a.C. E surgiu pela necessidade de um outro tipo de explicação para a ordem do mundo – explicação racional. Quando o homem passou a questionar o mundo e buscar explicações mais plausíveis, por meio da razão, excluindo suas emoções e suas crenças religiosas, passou-se a obter respostas mais realistas que, demonstradas, muitas vezes de forma ingênua, se aproximavam mais da realidade das pessoas e por isto talvez, passaram a ser bem mais aceitas pela sociedade.

Democracia: Do grego demo = povo e cracia = governo, ou seja, governo do povo. Na democracia, as pessoas possuem liberdade de expressão e manifestação de suas opiniões. A Democracia é o sistema de organização social mais eficiente para se cultivar e se praticar a liberdade de ação e de expressão.

Ética: Deriva do grego Ethos (caráter). É um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Embora não seja confundida com leis, a ética está relacionada com o sentimento de justiça social. A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.

 

Resumo da Aula 03 – Formação Geral: Grupo de Temas II

Ecologia: É uma ciência que estuda os seres vivos e suas interações com o meio ambiente onde vivem. Por outro lado, a questão ambiental também constitui uma área de atuação desta ciência, já que a mesma possui seus princípios e preceitos, que vão muito além da degradação provocada pelo homem no ambiente.

Educação Ambiental: Objetiva o contato direto entre o homem e o meio, o resgate e a conscientização de que o meio é relevante à sobrevivência, à saúde, ao bem-estar do indivíduo.

Biodiversidade: É a variabilidade entre os seres vivos de todas as origens, a terrestre, a marinha e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte. O termo Biodiversidade foi originado em 1980 por Thomas Lovejoy e desde 1986 a nomenclatura tem sido usada no que se refere à diversidade da natureza viva. O Brasil detém o maior número de espécies conhecidas de mamíferos e de peixes de água doce, o segundo de anfíbios, o terceiro de aves e o quinto de répteis.

Sustentabilidade: Ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor maneira de se mudar o mundo. Economize água, luz, recicle seu lixo, faça a sua parte e ajude a construir um futuro para todos.

Multiculturalismo: É o termo utilizado para descrever uma localidade/país ou região onde estão presentes muitas culturas sem que haja uma predominante.

Globalização: É um fenômeno de abertura das economias e das respectivas fronteiras em resultado do acentuado crescimento das trocas internacionais de mercadorias, da intensificação dos movimentos de capitais, da circulação de pessoas, do conhecimento e da informação, proporcionados quer pelo desenvolvimento dos transportes e das comunicações, quer pela crescente abertura das fronteiras ao comércio internacional. A integração dos países gerou uma liberação econômica, revolução nos transportes, revolução nas telecomunicações, da Internet, entre outros. Consequentemente houve uma redução dos postos de trabalho com a automação, extinção de profissões como datilógrafo, e o aumento do desemprego.

Geopolítica: É uma área da Geografia que tem como objetivo fazer a interpretação dos fatos da atualidade e do desenvolvimento político dos países usando como parâmetros principais as informações geográficas.

Políticas Públicas: São diretrizes do poder público que se apresenta através dos programas, ações e atividades desenvolvidas pelo Estado diretamente ou não, com a participação de entes públicos ou privados, para garantir um direito de cidadania. A falta de um planejamento urbano, de políticas públicas voltadas a uma ordenação do crescimento das cidades, ocasiona diversos problemas sociais e ambientais.

Desenvolvimento Sustentável: Desenvolver o mundo em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham chances de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades. Para isso existem Conferências, como a ECO 92 e a Rio+20. Porém, com o passar dos anos, os problemas ambientais aumentam e soluções, medidas, não saem do papel.

 

Resumo da Aula 04 – Formação Geral: Grupo de Temas III

Identidade de Gênero e Identidade Sexual: A identidade de gênero é constituído por vários componentes estruturados em diferentes épocas e por várias influências. Identidade sexual representa o conjunto de características sexuais que diferenciam cada pessoa das demais e que se expressam pelas preferências sexuais, sentimentos ou atitudes em relação ao sexo. É o sentimento de masculinidade ou feminilidade que acompanha a pessoa ao longo da vida. Para Grossi (2005), gênero é uma construção cultural, processado na educação formal e informal de homens e mulheres, contrariamente do senso comum, que compreende que biologicamente o sexo, por si só, determina os comportamentos masculinos e femininos.

Desigualdade de Gênero: As desigualdades de gênero foram construídas historicamente, em decorrência de um modelo da sociedade, marcadamente Patriarcal – um modelo baseado em uma forte organização sexual hierárquica, partindo do domínio masculino na esfera familiar, transposta para a esfera pública.

A Mulher no Mercado de Trabalho: As mulheres constituem 70% dos mais pobres no mundo. No Brasil, de todas as pessoas que recebem o salário mínimo, 53% são mulheres. As mulheres representam a maioria dos trabalhadores em tempo parcial e do setor informal e têm uma taxa de desemprego maior que o setor masculino.

O Trabalho na História: Segundo Mozart Victor Russomano temos: Regime da Escravidão, Regime da Servidão, Regime das Corporações, Regime das Manufaturas e, finalmente o Regime do Salariado.

Redes Sociais: É uma das formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres humanos entre si ou entre os agrupamentos de interesses mútuos. As Redes Sociais na web são páginas que propiciam a interação entre pessoas de diferentes regiões, oferecendo diversos recursos para que a mesma aconteça. A Responsabilidade Social tem a ver com a consciência social e o dever cívico, dando-lhe o caráter coletivo e que por isso a Responsabilidade social busca estimular o desenvolvimento do cidadão e fomentar a cidadania individual e coletiva.

 

Resumo da Aula 05 – Projeto Pedagógico do Curso História EAD

Para o historiador é fundamental que ele entenda que vivemos em um mundo em que suas regras não foram criadas do nada, mas sim são frutos de continuidades e rupturas que se manifestam ao longo do tempo. O historiador é um ser crítico, pensante, atuante em seu cotidiano. Nosso curso é uma licenciatura, visa formar professores, mas entrar no mundo da História é um caminho sem volta. Você é um sujeito que tem relações familiares, políticas, culturais, que tem religião, religiões ou não tem uma religião, mas sabe que sua vida e a forma de se portar em sociedade são influenciadas por visões religiosas. Seus pensamentos não serão colocados em jogo, mas em exercício. Neste sentido, como o historiador se relaciona com o mundo, como ele cresce em sua capacidade de análise? Mergulhando no mundo, lendo jornais, livros, ouvindo notícias, produzindo conhecimento, escrevendo, preparando-se para não achar qualquer ideia pronta como norma.

A perspectiva teórico-metodológica do curso encontra-se em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de História, conforme parecer CNE/CES 492/2001 e se estrutura em três imperativos básicos, a saber: a formação de professores; a otimização da estrutura curricular de modo a preparar esses professores-historiadores dentro da carga horária prevista em lei; a necessidade de uma formação com ênfase na cidadania. Já o aluno deve ser estimulado a desenvolver a sua autonomia, prosseguindo além da informação recebida, formulando suas próprias perguntas para poder construir seu próprio entendimento do assunto.

O curso de Licenciatura em História visa ser um espaço de difusão e de consolidação da disciplina de História. A literatura científica tem sugerido que profissionais de educação expostos a cursos e práticas de pesquisa em programas de formação ou aperfeiçoamento de professores tendem a apresentar uma atitude mais positiva a respeito da realização da pesquisa. O aluno deve ser agente de sua formação, entendendo que lhe são dadas as ferramentas e dali deve ser iniciada uma busca que a universidade está à disposição para ajudá-lo. O profissional terá uma sólida formação no ensino que o habilite ao exercício do magistério e estará habilitado a suprir as demandas relativas ao seu campo de atuação na docência ou em atividades como: preservação do patrimônio, assessorias a entidades culturais, artísticas, turísticas, dentre outras

 

Resumo da Aula 06 – As Práticas: TCC e Estágio Supervisionado

O curso de História considera o aluno como sujeito de seu processo educativo, buscando implementar um fazer pedagógico comprometido com o processo de construção e reconstrução do conhecimento, com as dimensões social e afetiva, com o relacionamento teoria e prática e com a contextualização dos saberes. Nesse sentido, a concepção curricular privilegia uma abordagem metodológica que traz para o lugar central da formação as práticas e a reflexão sobre elas. Busca-se então promover ações pedagógicas que articulem os saberes e as práticas, vinculando-os as ideias da ética, da responsabilidade, da cidadania, da solidariedade e do espírito coletivo direcionando-as ao atendimento das necessidades da comunidade regional e local.

O processo de ensino visa, em última instância, o desenvolvimento das capacidades cognitivas dos alunos e a sua preparação para a vida social e profissional. A atuação do professor é vista como inesperável das condições sociais, culturais e emocionais dos alunos. O ensino, assim, é compreendido como uma prática concretamente situada, voltada para a aprendizagem de alunos determinados, com características socioculturais específicas.

A carga horária total da disciplina de Estágio Supervisionado, de acordo com o parecer CNE/CP 2/2002, é de 400 horas, a serem cumpridas a partir do início da segunda metade do curso, neste caso, no nosso curso de História, compreende ao 4º período. Por tratar-se de um curso de formação de professores, o estágio supervisionado é realizado nas escolas de Educação Básica, aproximando assim a Universidade do ambiente escolar e propiciando uma interação maior com os alunos e a comunidade. Cada aluno deverá apresentar um roteiro de atividade e o Relatório Final das Atividades Desenvolvidas ao final de cada uma das três disciplinas de estágio. Portanto, o Estágio Supervisionado possibilita ao aluno o desenvolvimento das seguintes competências: realizar reflexão sobre a prática pedagógica; desenvolver habilidades comunicativa e propositiva; desenvolver habilidades de pesquisa consideradas como fundamentais à sua formação como professor.

Já o TCC deve ser tratado como uma joia. Uma pesquisa elaborada vai te dar maturidade para o desenvolvimento de sua vida como profissional em História, lhe dará segurança para ler e interpretar os aspectos diversos do seu cotidiano.

 

Resumo da Aula 07 – Caminhos da Revisão de Conteúdos: Religião e História

O que te faz brasileiro? A noção de brasilidade é um fenômeno construído, não automático, determinado, indiscutível. A partir do momento em que você se entende como pertencendo a um grupo e é aceito pelo mesmo, pode carregar essa identidade. Neste sentido, elementos como a cultura e a sociedade se sobrepõem e dialogam com a ideia de indivíduo. Neste contexto, a religião passou a fornecer uma identidade – a Católica. O Brasil nasceu no mesmo momento em que foi criada a Companhia dos Jesuítas e a Igreja buscava se reformar. Com a formação de um Estado Laico na República, a igreja enfraqueceu na política – perdeu-se o direito aos registros de nascimento e morte, mas os bispos e padres passaram a dialogar de uma forma mais intensa com outras matrizes que se posicionavam de forma secundária no Brasil.

As religiões xamanísticas – os etnólogos adotaram o costume de empregar indistintamente os termos xamã, homem-médico, feiticeiro ou mago, para designar determinados indivíduos dotados de prestígio mágico-religioso e reconhecidos em todas as sociedades primitivas. A enorme dispersão dos povos tupi-guaranis por uma imensa área geográfica, conjugada com um longo isolamento, provocou diferentes transformações em seus sistemas de crenças.

Judaísmo no Brasil – As últimas informações sobre a presença de judeus no Brasil datam de meados do século XVIII. Nessa época, com o desenvolvimento da mineração, milhares de portugueses se deslocaram para a região das Minas Gerais, dentre eles, um número considerável de cristãos-novos. De fato, muitos desses cristãos-novos não mantinham ligações com o Judaísmo, mas, por serem ricos comerciantes e mineiros, eram acusados de praticar Judaísmo por seus inimigos e dificilmente se livravam das condenações da Inquisição. Uma nova onda de imigrantes judeus começou a chegar ao Brasil em fins do século XIX.

Religiões Afro-Brasileiras – Infelizmente, por falta de registro, só começamos a notar a sua presença de forma mais intensa na iconografia do século XIX.  As Irmandades religiosas acabaram por reforçar o sincretismo e o diálogo religioso. Era o espaço onde se reunia o dinheiro para a libertação e a garantia dos enterros. Depois da libertação dos escravos, começaram a surgir as primeiras casas de candomblé. Imagens e crucifixos eram exibidos nos templos, orixás eram identificados com santos católicos.

Protestantismo – Podemos dividir em dois grupos: “protestantes de imigração” (luteranos alemães são os mais representativos) e “protestantes de missão” (metodistas, presbiterianos, batistas, etc) que vieram implantar suas igrejas e escolas. O protestantismo americano é um protestantismo de povoamento, isto é, ele foi se formando à medida que protestantes europeus passavam para as possessões inglesas em busca de novas condições de vida. Este protestantismo de povoamento chegou ao Brasil no século XIX. Em seguida, surge o protestantismo evangelical: Pentecostalismo.

Teologia da Libertação – É uma corrente teológica que engloba diversas teologias cristãs desenvolvidas no Terceiro Mundo ou nas periferias mais pobres do  Primeiro Mundo a partir dos anos 70 do século XX, baseadas na opção pelos pobres contra a pobreza e pela sua libertação. A situação da pobreza é denunciada como pecado estrutural e estas teologias propõem o engajamento político dos cristãos na construção de uma sociedade mais justa e solidária, cujo projeto identifica-se com ideais da esquerda.

Talvez o pentecostalismo seja o movimento que mais influencie as manifestações de religiosidade que acontecem hoje, em muitas partes do mundo: de umas décadas pra cá, as Igrejas que mais crescem são de matriz pentecostal.

 

Resumo da Aula 08 – O Cinema e a História: Revendo o Mundo Contemporâneo

É inegável a importância que a imagem adquiriu na sociedade contemporânea. O cinema sofreu contestações desde sua criação, do campo teórico ao estético, mas a possibilidade da mudança de cenário no estudo da história com o advento da História Cultural, multidisciplinar e refúgio da História das Mentalidades, trouxe a possibilidade do olhar para produção de uma sociedade, transformou, e ainda vem transformando, a análise do cinema como objeto para o historiador. Segundo Marc Ferro, a linguagem do cinema revela-se ininteligível e, como a dos sonhos, é de interpretação incerta. Importante é saber que o filme, trazido das margens por uma historiografia que busca analisar as estruturas e as mentalidades, revela o mundo em que foi produzido, pensamento de seus produtores, a leitura seja histórica, testemunhal, propagandista da sua época de produção.

Para Peter Burke, uma história cultural fora do domínio acadêmico, está ligada a uma mudança de percepção manifestada em expressões cada vez mais comuns, como “cultura da pobreza”, “cultura do medo”, “cultura das armas”, “cultura dos adolescentes”, ou “cultura corporativa” e também nas chamadas “guerras de culturas” nos EUA e no debate sobre multiculturalismo em muitos países. O filme para ser entendido como objeto para história depende da dialética de sua materialidade textual que está implícita nas escolhas feitas para tema, tese, realização da obra e as perguntas que essa materialidade vai permitir o historiador, pesquisador, fazer e obter a resposta do filme.

Usar o filme cientificamente requer cautela, uma vez que há dificuldade pelo elevado grau de subjetividade, e não se é possível refletir de maneira direta a sociedade, e o não seguimento de modelos lógicos se faz necessário ressaltar todos os aspectos, até técnicos do filme, que se encontram condicionada socialmente, seja sua estética, sua própria linguagem cinematográfica como um todo (os movimentos de câmara, os planos, os enquadramentos, a iluminação, etc).

 

Resumo da Aula 09 – A História da Arte e a História

A produção artística pode servir como lugar privilegiado a partir do qual o historiador tem acesso à síntese dos valores que compõem o imaginário político e cultural de uma determinada coletividade. Autores como Marc Bloch, Pierre Bourdieu, Jacques LeGoff e Max Weber já apontaram de diferentes formas a necessidade do estudo das representações, dos símbolos e do imaginário para se entender a dimensão política do homem. O propósito da Arte é nos dar uma sensação da coisa, uma sensação que deve ser visão e não apenas reconhecimento. Para obter tal resultado, a Arte se serve de dois procedimentos: o estranhamento das coisas e a complicação da forma, com a qual tende a tornar mais difícil a percepção e prolongar sua duração.

Podemos analisar a arte da Mesopotâmia nas tradições bíblicas, por exemplo, onde nos permitem pensar que os grandes zigurates têm uma relação a ser pensada com a Torre de Babel, referida pelos judeus e reproduzidos nos livros do Cristianismo. No Egito temos a matemática como elemento artístico, como mundo medido em que a arte se manifesta nesta matematização e servia para marcar a continuidade, para dar a vida e eternidade fundamentais ao discurso egípcio. Na Europa tivemos a Arte Românica, a Arte Gótica e o Renascimento. A partir do Renascimento, cresceu o interesse artístico pela paisagem. O artista renascentista portava-se como um cientista que observava, analisava e documentava a natureza através de sua prática. A arte barroca originou-se na Itália, mas não tardou a irradiar-se por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar as forças antagônicas: bem e mal; Deus e diabo; espírito e matéria; entre outros.

 

Resumo da Aula 10 – Relembrando o Início: História Antiga e Medieval

O estudo do Egito Antigo mostrou-se como um desafio que encantou e gerou controvérsias historiográficas que puseram o papel do historiador em constante reflexão. Pensar sobre a sociedade egípcia é pensar no papel do faraó, seja como liderança, como símbolo ou como problema social. Sua legitimidade fora tão marcante que, mesmo diante de grupos vindos de fora do domínio egípcio, como hicsos, persas, gregos e romanos, a representatividade do título e ser então o ocupante do trono de Hórus é um dos elementos que levou a historiografia a mergulhar e a buscar ampliar seu entendimento sobre esta sociedade. O trabalho do historiador hoje deve marcar a luta contra o entendimento da linguagem egípcia. Tal preocupação demonstra que a língua não são narrativas acidentais, meras, distantes, mas sim, a organização de textos com métricas, formas específicas, figuras de linguagem que, se não estudadas apropriadamente, criam falsos problemas e enfraquecem o estudo da história egípcia.

Na Grécia, a organização social e política do mundo grego encontram as vésperas da guerra do Peloponeso seu auge. O mundo grego, a partir de discursos de ordem ateniense, construía a ideia de que finalmente a filosofia, a matemática, o comércio, a democracia no modelo ateniense tinham chegado ao seu termo. O grande problema é que havia uma distância entre o discurso idealizado e as realidades politicas. A Guerra do Peloponeso marca uma virada decisiva na História da Grécia em todos os seus aspectos. As disputas vão gerar profundas transformações na estrutura e no pensamento político, na condição dos cidadãos, na busca de uma valorização de uma condição menos política passando a ter representações em membros do cotidiano das cidades atenienses.

Na República de Roma, trata-se de uma perspectiva sobre a própria concepção de cidade peculiar a muitos povos antigos, particularmente aos greco-romanos. Assim como não existia Atenas sem os atenienses ou Esparta sem os espartanos, os romanos não formulavam qualquer ideia de Roma sem levar em consideração a si próprios. Marco Túlio Cícero foi senador e um dos autores de maior reconhecimento dentro do mundo romano. Proveniente de família que pertencia à elite militar romana, recebeu toda a linha educacional a qual o cidadão romano era direcionado. Sua formação fora ainda complementada em linhas filosóficas, retóricas e gramaticais até seus vinte anos. Entre as suas proposições sobre a lei natural, Cícero defende que era necessário existir uma elite de homens mais capacitados, pois estes conduzem com correção os governos, permitindo o alcance de suas glórias, e esse era o motivo das vitórias romanas, e sua quebra acarretaria o seu fracasso.

Cunhado por historiadores como Hanry Marrou, a Antiguidade visa responder o período de transição que marcaria o colapso de instituições administrativas e sociais romanas, apontando para um período de prolongada crise que daria início a Idade Média. A construção de uma Teocracia Papal é uma das discussões mais presentes na historiografia medieval. Quando pensamos em impérios medievais, tendemos a buscar as explicações dos antigos manuais em que se observa o Império Carolíngio e o Sacro Império. A visão papal de império desenvolveu-se intimamente associada à ideia de igreja universal, tendo o episcopado de Roma como cabeça. Para Jacques Le Goff, os traços primordiais da nova paisagem intelectual da cristandade ocidental na virada do século XII para o XIII são: a divisão do trabalho, a cidade, as instituições novas, um espaço cultural comum a toda a cristandade, não mais representado pela repartição geográfica e política da alta Idade Média. As Cruzadas aumentavam a possibilidade de comércio, de oportunidades e também a chance de lucros do grego, do árabe, sendo lidos dentro do espaço europeu e sendo traduzidos. Nesses materiais, Aristóteles é definido por Tomás de Aquino e Platão, por Agostinho.

 

Bons estudos, pessoal!

Marcell

comentários
  1. Bruna disse:

    Poxa Marcell, teu blog é muito bacana!
    Curso história na faculdade também e já caí aqui várias vezes pra dar uma olhada nos teus resumos
    Parabéns e obrigada! 🙂

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  2. THAIS CHAVES RODRIGUES disse:

    Poxa. Não faz sentido essa disciplina vir no 5o. período, já que a gente pode acabar fazendo a prova do ENADE antes disso. Eu ingressei em 2017, no curso de História, e seria esse o ano de História no ENADE, mas só estou tendo essa disciplina agora em 2019. Inclusive, eu não fiz a prova em 2017, pois o prórpio regulamento dava a entender que não era hora de eu fazer. Agora, em vez de me formar no fim desse ano, provavelmente vou ter que esperar até o fim do ano que vem pra fazer a prova, regularizar mihha situação, pra aí então pegar o diploma? E nesse meio tempo, como eu fico? Tranco a faculdade? Fico pagando a faculdade? Vou ter que correr atrás disso tudo em pleno ano final, com estágio e TCC me colecando a mil.

    Curtido por 1 pessoa

    • Marcell de Oliveira disse:

      Eu lamento profundamente, Thais. A propósito, eu fiz a prova do ENADE e não sei se fui bem ou não, não sei nem que nota tirei. Cheguei a acessar o site do órgão responsável durante uns 2 meses pra ver se aparecia alguma coisa e nada. Mas, por fim, consegui meu diploma.

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